domingo, 9 de outubro de 2011

Continue Marchando - Êxodo 14

Moisés deteve o lugar de maior importância no êxodo e nas jornadas pelo deserto. Sua importância  é particularmente destacada quando o próprio êxodo se torna compreendido.  O êxodo do Egito foi um evento redentivo na história de Israel, comparável a nenhum outro evento posterior registrado na Escritura. Foi um acontecimento estupendo. O êxodo foi antes de tudo o cumprimento das promessas que Yahwéh dera aos patriarcas. Quando Deus pactuou com Abraão, prometeu numerosa semente que herdaria a Terra Prometida e habitaria nela.  Yahwéh também  esclareceu que a semente, antes de possuir a terra, tornar-se-ia uma nação, seria oprimida nos confins de uma terra estranha e finalmente “sairia” quando o julgamento viesse àquela terra. A libertação prometida era claramente uma promessa pactual. Cumprir a promessa era cumprir o pacto.
Explorando o texto: a)Vers.1,2 - O caminho que o povo de Israel fez: Esse movimento que o povo fez de se acamparem em frente de Pi-Hairote, foi provavelmente  em círculo pela direita em direção ao sul, sendo que o Mar Vermelho ficava à esquerda deles. Esse movimento, que fez parecer frustrar sua fuga, foi designado por Deus para que viesse a operar uma libertação ainda mais miraculosa e viesse a fazer uma destruição ainda   maior  entre os egípcios. b)Vers.3 a 5 - Deus comanda o problema e o agrava:  Foi faraó que perseguiu o povo de Israel? Não, mas Deus o impulsionou a isso, era a Sua vontade, com um objetivo muito claro: “serei glorificado em Faraó” . Spurgeon disse certa vez em um sermão :  “Os crentes, nas circunstâncias mais adversas e complicadas, em meio as mais duras provações, crêem que Deus em Sua Soberania ordenou as Suas aflições, que Ele as dirige soberanamente.”   c)Vers.10 a 12 - Falta de fé e confiança em Deus.: Israel já tinha visto poderosos milagres, mesmo assim murmurava, e sempre de forma irônica, zombando, não crendo, sempre duvidando, o povo de Deus sempre fez isso. Não é diferente de nós, em nada diferente. Como o povo de Israel, sempre antes de crer na ação e no controle de Deus , duvidar dEle é nossa primeira atitude.  d)Vers. 13 a 14 - Demonstração de Confiança: Quem é que manda realmente ?  É Deus , a atitude correta é ”aquietai-vos”  isto significa “ficai firmes”. Fique quieto e creia , lembre-se  quem é o Senhor teu Deus . Não murmure, não reclame, não olhe para si mesmo, porque quando você olha para dentro de si , sabe qual é  a sua atitude?  É de pena , pena por ver sua incapacidade e incompetência. Não olhe para você olhe para Deus. Aquiete o seu coração e faça a vontade de Deus.  Veja a atitude de Moisés.  e) Vers. 15 a  17 - A questão da fé: Moisés demonstrou fé e falta dela . Deus ordenou “Marche”. A oração deve ser acompanhada por  ação. Temos que crer no que ouvimos de Deus - isso é agir.  f) Vers. 28 a 29 - Problemas e vitórias ocorrem juntas: Deus queria que o povo visse o que Ele estava fazendo, no mesmo lugar que o livramento  estava ocorrendo o problema os perseguia. Da mesma forma isso ocorre conosco. g) Vers. 30 a 31 - Nossa atitude em relação a Deus: No final das contas o que Deus quer com tudo isso?  Uma única atitude demonstrada em dois pontos : Temor e Confiança no Senhor, o Deus do Pacto, o que cumpre Sua promessa .
Aplicação : I  - Deus quer que encaremos a realidade da vida com Ele. Quer que o reconheçamos como Senhor único. II - A realidade de nossa vida com Ele , é marcada por:  grandes lutas ; problemas sérios; desespero, frustrações e falta de fé ; mas é marcada também  por ação em confiança nEle. Conviver com situações terríveis e ao mesmo tempo ter o olhos postos no livramento e , depois de tudo isso, nossa  vida com Deus é marcada por temor que devemos ter em relação a Ele, seguido de uma confiança verdadeira.  III - Calvino disse certa vez : “Um crente pode ficar cercado de temores, e ainda desfrutar da mais doce segurança, enquanto considera, por um lado, a sua  própria inutilidade, e por outro lado, a fidelidade de Deus”.  IV - O que realmente deve confortar você na vida, é o único Deus que se revela claramente em Sua Palavra  mostrando o que Ele requer de todos nós- Dt 10.12-13 : Agora, pois, ó Israel, que é que o SENHOR requer de ti? Não é que temas o SENHOR, teu Deus, e andes em todos os seus caminhos, e o ames, e sirvas ao SENHOR, teu Deus, de todo o teu coração e de toda a tua alma, para guardares os mandamentos do SENHOR e os seus estatutos que hoje te ordeno, para o teu bem?”                                               Rev. Nelson, seu pastor

quarta-feira, 7 de setembro de 2011

Encontro das famílias da UPH da IPB Diadema

Uma benção sem fim... um dia agradabilíssimo com muito animação e comunhão entre os irmãos...

Parabéns a UPH pela iniciativa!!!

A Pérola do encontro ficou por conta da afirmação de alguns irmãos na Gincana Bíblica que Abel matou Caim... AGS neles....

Segue o vídeo da devocional ministrada pelo Rev Nelson.
http://youtu.be/ykfSxdDcmoc
Deus abençoe a todos...

segunda-feira, 11 de julho de 2011

Depressão ?



A depressão é uma condição amplamente disseminada, afetando milhões de pessoas, cristãs e não-cristãs da mesma forma. Aqueles que sofrem de depressão podem experimentar sentimentos intensos de tristeza, raiva, falta de esperanças, fadiga e uma série de outros sintomas. Elas podem passar a se sentir inúteis e até mesmo suicidas, perdendo o interesse nas coisas e nas pessoas com quem antes se alegravam. A depressão é freqüentemente desencadeada por circunstâncias de vida, como a perda de um emprego, a morte de um ente querido, ou divórcio, ou problemas psicológicos como a baixa auto-estima ou aqueles causados por abuso.
A Bíblia nos diz para sermos cheios de alegria e louvor (Filipenses 4:4; Romanos 15:11). Isso não é fácil para alguém sofrendo de uma depressão causada por alguma situação, mas pode ser remediado através de oração, estudo e aplicação da Bíblia, grupos de apoio, grupos domésticos, comunhão, confissão, perdão e aconselhamento. Nós devemos fazer o esforço consciente para não sermos absorvidos por nós mesmos, e ao invés disso colocarmos nossos esforços para fora. Sentimentos de depressão freqüentemente podem ser resolvidos quando o sofredor tira o foco de si próprio e o põe em Cristo ou nos outros.
A depressão clínica é uma condição física que deve ser diagnosticada por um médico. Ela não é causada por circunstâncias desafortunadas da vida, e os sintomas não podem ser aliviados pela vontade própria. Ao contrário do que alguns da comunidade cristã acreditam, a depressão clínica nem sempre é causada pelo pecado. A depressão pode às vezes ser um distúrbio que precisa ser tratado com medicação e/ou aconselhamento. É claro, Deus é capaz de curar qualquer doença ou distúrbio. No entanto, em alguns casos, ver um médico por causa de depressão não é diferente de ver um médico por causa de um machucado.
Existem algumas coisas que aqueles que sofrem de depressão podem fazer para aliviar a sua ansiedade. Eles devem se certificar de que estão permanecendo na Palavra, mesmo quando não sentem vontade. As emoções podem nos desviar do caminho, mas a Palavra de Deus permanece firme e imutável. Nós devemos manter forte a fé em Deus, e nos chegarmos ainda mais a Ele quando sofremos provas e tentações. A Bíblia nos diz que Deus jamais irá deixar que tentações que nós não somos capazes de suportar entrem em nossas vidas (1 Coríntios 10:13). Apesar de estar deprimido não ser um pecado, uma pessoa ainda é responsável pela forma como responde à aflição, incluindo a busca por ajuda profissional de que ela precisa. “Por meio de Jesus, pois, ofereçamos a Deus, sempre, sacrifício de louvor, que é o fruto de lábios que confessam o seu nome” (Hebreus 13:15).


Fonte:http://upaipcg.wordpress.com/

terça-feira, 21 de junho de 2011

Por Quê Igrejas Presbiterianas pelo Mundo estão Aceitando Pastores Homossexuais?

Duas denominações presbiterianas acabam de decidir no plenário de suas Assembléias Gerais que homossexuais praticantes podem ser pastores nas igrejas delas. A primeira foi a Igreja Presbiteriana dos Estados Unidos da América (PCUSA). Veja a notícia aqui: Igreja Presbiteriana dos EUA permite ministros homossexuais E ontem, foi a vez da Igreja Presbiteriana da Escócia. Veja a notícia aqui: Church of Scotland votes on gay ministers Estas resoluções foram tomadas depois de muitos anos de conflitos internos e discussões teológicas. E em ambas as igrejas, o voto passou com uma maioria apertada. Os pastores, presbíteros, diáconos e membros destas denominações que discordam da decisão, e que por muito tempo lutaram para que ela não fosse aprovada, enfrentam agora o dilema de saber qual é a coisa correta a fazer. Com certeza, muitos sairão para outras denominações ou para formar novas igrejas; outros, ainda, permanecerão na esperança de que um dia as coisas mudem.[Image] A pergunta que não quer calar é como igrejas de origem reformada, que um dia aceitaram as confissões de fé históricas e adotaram os lemas da Reforma, especialmente o Sola Scriptura, chegaram a este ponto? Em minha opinião, o que está acontecendo hoje é o resultado lógico e final da conjunção de três fatores: a teologia liberal que foi aceita por estas igrejas, a conseqüente rejeição da autoridade infalível da Bíblia e a adoção dos rumos da sociedade moderna como norma. O processo pelo qual estas denominações passaram, uma na Europa e outra nos Estados Unidos, é similar. As etapas vencidas são as mesmas. Primeiro, em algum momento de sua história, em meados dos séculos XIX, o método crítico de interpretação da Bíblia passou a ser o método dominante nos seminários e universidades teológicas destas denominações. Boa parte dos pastores formados nestas instituições saíram delas convencidos que a Bíblia contém erros de toda sorte e que reflete, em tudo, o vezo cultural de sua época. Para eles, os relatos bíblicos dos milagres são um reflexo da fé dos judeus e dos primeiros cristãos expresso em linguagem mitológica e lendária (veja aqui um post sobre liberalismo teológico). Segundo, uma vez que a Bíblia não poderia ser mais considerada como o referencial absoluto em matérias de fé e prática, devido ao seu condicionamento às culturas orientais antigas e patriarcais, estas denominações aos poucos foram adotando as mudanças culturais e a direção da sociedade moderna como referência para suas práticas. Terceiro, com a erosão da autoridade bíblica e o estabelecimento da cultura moderna como referencial, não tardou para que estas igrejas rejeitassem o ensinamento bíblico de que somente homens cristãos qualificados deveriam exercer a liderança nas igrejas e passaram a ordenar mulheres como pastoras e presbíteras. As passagens bíblicas que impõem restrições ao exercício da autoridade por parte da mulher nas igrejas foram consideradas como sendo a visão patriarcal dos autores bíblicos, e que não cabia mais na sociedade moderna (veja aqui uma matéria deste blog sobre ordenação feminina). O passo seguinte foi usar o mesmo argumento quanto ao homossexualismo: as passagens bíblicas que tratam as relações homossexuais como desvio do padrão de Deus e, portanto, pecado, foram igualmente rejeitadas como sendo fruto do pensamento retrógrado, machista e preconceituoso dos autores da Bíblia, seguindo a tendência das culturas em que viviam. A igreja cristã moderna, de acordo com este pensamento, vive num novo tempo, onde o homossexualismo é comum e aceito pelas sociedades, inclusive com a aprovação do Estado para a união homossexual e benefícios decorrentes dela. E o resultado não poderia ser outro. O único obstáculo para que uma igreja que se diz cristã aceite o homossexualismo como uma prática normal é o conceito de que a Bíblia é a Palavra de Deus, inerrante e infalível única regra de fé e prática para o povo de Deus. Uma vez que esta barreira foi derrubada - e a marreta usada para isto sempre é o método crítico e o liberalismo teológico - não há realmente mais limites que sejam defensáveis. Pois mesmo os argumentos não teológicos, como a não procriação em uniões homossexuais e a anormalidade anatômica e fisiológica da sodomia, acabam se mostrando ineficazes diante do relativismo da cultura moderna. E as igrejas que abandonaram a autoridade infalível da Palavra de Deus acabam capitulando aos argumentos culturais. Nem todos os que adotam o método crítico são favoráveis ao homossexualismo. E nem todos liberais são a favor da homossexualidade. Mas espero que as decisões destas duas igrejas, que têm em comum a adoção deste método e a aceitação do liberalismo teológico, sirvam como reflexão para os que se sentem encantados com o apelo ao academicismo e intelectualismo da hermenêutica e da teologia liberais. Veja o artigo relacionado: Gays e Lésbicas praticantes agora podem ser ministros do Evangelho na Igrejas Luterana Americana

fonte: igrejapresbiterianacidadelivre.blogspot.com

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